Inovação e inclusão

26.07.2012

 

Santa Catarina investe na inovação tecnológica para o atendi­mento à assistência social. Trata-se de um mecanismo de inclu­são social, inicialmente direcionado aos centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e aos centros de Referência Especia­lizada de Assistência Social (Creas). O equipamento tem acesso à internet com modem, 3G ou WI-FI. A expectativa é disponibilizar 500 equipamentos nos CRAS e Creas, além de prefeituras e conselhos tutelares, até o final de 2014. Inspirado nos modelos de auto-atendi­mento bancário, o equipamento é um projeto piloto, voltado para o agente da assistência social, responsável por ajudar o cidadão a bus­car informações, a ter acesso mais fácil a cursos, vagas de emprego, e a fazer o cadastro no CadÚnico do governo federal. O equipamento também vai disponibilizar informações sobre o programa de alimen­tos, o “Santa Renda” e o “Mais Emprego”. Também será possível acessar programas federais como “Brasil Sem Miséria”, “Crack, É Possível Vencer” e “Brasil Carinhoso”. O modelo piloto foi apresen­tado pelo secretário de Estado da Assistência Social, Trabalho e Ha­bitação (SST), João José Cândido da Silva, à ministra do Desenvolvi­mento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello.

Raro e caro

Além do impacto negativo nos custos do transporte de cargas causado pela mu­dança na lei que regulamenta a jornada de trabalho para os motoristas profissionais, o presidente da Organização das Coope­rativas (Ocesc), Marcos Antônio Zordan, alerta para a situação dos criadores catari­nenses, que estão sofrendo com a escassez do milho. “A seca nos Estados Unidos, um dos grandes fornecedores do grão, elevou o preço e diminuiu a oferta. Hoje, o criador encontra dificuldade em encontrar farelo de milho.” Para Zordan, mesmo com a intervenção da Conab e do Ministério da Agricultura, a situação está complicada para os criadores de aves, bovinos e suínos. “As agroindústrias é que estão bancando os produtores.”

Carta Aberta

O Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais e do Corpo de Bombeiros (CNCG), presidido pelo co­mandante da PM SC, coronel Nazareno Marcineiro, lançou um “Manifesto à Po­pulação” ao final do encontro realizado nessa semana. O documento reforça o “comprometimento com o bem-estar da sociedade” e reconhece a “necessidade de modernizar o trabalho da polícia”, aproveitando os avanços tecnológicos.

Aviso

Em outro trecho, o documento assinado pelo coronel Nazareno faz um alerta ao Judiciário quanto à refor­ma do Código Penal: “Se os temas que constam da reforma prosperarem sem a participação dos órgãos encarregados da aplicação da lei, certamente impac­tarão negativamente no controle da cri­minalidade e da violência.”

Boa notícia

Moradores das recém-cria­das regiões metropolitanas do Extre­mo-Oeste e Contestado (Meio-Oeste) estão ainda mais próximos de realizar o sonho da casa própria. Relator da matéria que instituiu as RMs, o depu­tado Romildo Titon (PMDB) informou que, com o reconhecimento por parte do IBGE das novas regiões metropoli­tanas, o limite de crédito para financia­mentos no programa federal “Minha Casa, Minha Vida” aumentou de R$ 80 mil para R$ 130 mil.

Criativa e alternativa

Idealizadora do de­bate, na Câmara Federal, sobre os “Mar­cos Legais para a Economia Criativa”, a deputada federal Luci Choinacki (PT-SC) reforçou ontem a defesa de construção coletiva de propostas que modernizem os instrumentos jurídico-institucionais nas áreas tributária, previdenciária e tra­balhista. A Economia Criativa define mo­delos de negócio e serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade e capital intelectual, visando a geração de trabalho e renda. Parte dessas atividades vem do setor de cultura, moda, design, música e artesanato, além de tecnologia e inovação - softwares, jogos eletrônicos e aparelhos de celular.

Royalties

O placar da Federação Catari­nense de Municípios (Fecam) que conta as perdas dos royalties do petróleo che­gou ontem à cifra de R$ 70 milhões. Esse é o valor hipotético que os municípios de Santa Catarina estão perdendo desde o início do ano. Tudo porque continua parado o projeto que cria novos critérios para a distribuição da receita do petró­leo e gás. Se a matéria, que já foi apro­vada pelo Senado, estivesse valendo, os municípios teriam um considerável adi­cional na receita, principalmente num ano de fim de mandato.

Mais difícil

O presidente da Fecam, Dou­glas Warmling, não acredita que o projeto seja apreciado durante o período eleito­ral. “Temos uma pequena esperança que o assunto entre em pauta antes do final do ano.” O projeto estabelece um sistema gradual que ajusta a mudança nos novos porcentuais de distribuição.

Andréa Leonora (Colaborou: Camila Latrova)

Florianópolis, 26 de julho de 2012

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