Artigos de Nelson Santiago(Secom), Glauco Côrte(Fiesc) e Ámer Ribeiro(ADI-BR)

12.08.2013

Nos artigos que trazemos nessa edição especial, o que a rede de Diários Integrados representa para Santa Catarina.

 


 

No sábado (10), diretores e editores vindos de diferentes regiões de Santa Catarina participram do 8º Workshop de Integração dos Diários do Interior, em Florianópolis. O evento, realizado pela Central de Notícias Regionais (CNR-SC), por iniciativa da Associação dos Diários do Interior (ADI-SC), com promoção da Central de Diários do Interior (CDI) e coordenação da Central de Comunicação, evidenciou, mais uma vez, a importância desse segmento da comunicação em massa em nosso estado. Juntos, esses jornais formam uma rede, agora ampliada pela entrada de portais de notícias regionais, e consolidam a posição de referência de entendimento e acesso à informação no interior catarinense. Nos artigos que trazemos nessa edição especial, um pouco do que essa rede representa para Santa Catarina.

 

 

Nelson Santiago

Secretário de Estado da Comunicação

 

Santa Catarina não é um estado homogêneo. Abriga diferenças regionais muito grandes em termos étnicos, culturais, de adensamento populacional, de relevo e muitos outros. Credito exatamente a essa diversidade a força da nossa mídia regional. Não temos aqui um único jornal hegemônico, que lidere em todas as regiões, com suficiente penetração que garanta a um anunciante atingir toda Santa Catarina investindo apenas nele.

Cada região tem um líder, forjado à imagem e semelhança da gente que ali vive. E que lidera exatamente por essa identificação. Por isso, o Governo do Estado, em suas políticas de Comunicação, inclui sempre espaço importante para a mídia regional. Não fazemos isso por motivações políticas, e sim porque temos o dever de comunicar os atos do governo a todos os catarinenses. Sabemos que isso só é possível usando o alcance destes veículos. Este é e continuará sendo um dos pilares da política de Comunicação do governo Raimundo Colombo.anta Catarina não é um estado homogêneo. Abriga diferenças regionais muito grandes em termos étnicos, culturais, de adensamento populacional, de relevo e muitos outros. Credito exatamente a essa diversidade a força da nossa mídia regional. Não temos aqui um único jornal hegemônico, que lidere em todas as regiões, com suficiente penetração que garanta a um anunciante atingir toda Santa Catarina investindo apenas nele.

Por parte dos veículos, o que o governo espera deles é que invistam continuamente na melhoria de sua qualidade editorial e gráfica. Que expandam suas circulações, informando cada vez mais catarinenses e sendo um importante elo entre o Estado e o cidadão. Funcionando em via de mão dupla. Por um lado levando informações importantes a respeito do governo para o leitor. De outro, como instrumento de cobrança, a respeito de nossas ações. É dessa forma, com respeito aos papéis de cada um no processo, que o Governo do Estado quer aprofundar e melhorar ainda mais a relação com a mídia regional catarinense.

 

Ámer Félix Ribeiro

Presidente da Associação de Diários do Interior (ADI-SC e ADI-BR)

 


Recentemente, por decisão dos associados, a nossa entidade passou por uma sutil mudança em seu nome, alterado de Associação dos Diários do Interior para Associação de Diários do Interior. Classifiquei a mudança como sutil por se tratar apenas de uma partícula, uma simples preposição. Entretanto, essa modificação permitiu abrigarmos entre os associados também os portais de notícias locais e regionais. É mais um processo que se inicia com o sentido de ampliar a integração editorial e valorizar o leitor que mora fora da Capital do Estado, oferecendo conteúdo jornalístico com visão estadualizada, especialmente nas áreas de política e economia.

Em momentos anteriores fomos indutores de processos tão importantes quanto o que agora se inicia com a adesão dos portais de notícias à nossa rede. Como resultado, o perceptível salto na qualidade técnica, gráfica e editorial que os diários que compõem a rede ADI-SC, associados ou parceiros, vêm apresentando. Ganham os leitores e ganha o mercado publicitário, agora com veículos de ainda melhor qualidade para destinar suas verbas e que logo, por outro procedimento que estamos incentivando, terão suas tiragens auditadas.

Se técnica, qualitativa e quantitativamente as mudanças ocorreram e continuam ocorrendo, é possível comemorar uma mudança que não ocorreu: o foco do diário do interior continua sendo local e regional. Aos seus leitores é permitido, ainda, saborear o café da manhã ao mesmo tempo em que leem o jornal, que traz notícias de seu interesse direto, próximas de sua realidade cotidiana. Registros, portanto, de sua própria história.

 

 

 

Glauco José Côrte

Presidente da Federação das Indústrias (Fiesc)


Há uma máxima nas teorias da Comunicação de que sempre interessa mais ao indivíduo aquilo que ocorre na sua vizinhança do que os acontecimentos distantes. A rapidez com que as notícias correm faz com que as pessoas saibam e se interessem por decisões de governos centrais, catástrofes, guerras e curiosidades  que ocorram em todo o planeta. Mas o que muda direta e imediatamente a vida de alguém é aquilo que lhe está mais próximo.

 Dos serviços de alto-falantes às modernas tecnologias de HDTV ou da linotipo aos sites com informações instantâneas, a imprensa regional cresceu e ganhou, em sua área de abrangência, a força dos grandes grupos de comunicação nacionais ou estaduais. Somadas audiências e tiragens, os veículos regionais se equiparam aos concorrentes renomados ou os superam. A prática jornalística isenta e democrática consolida seu prestígio na comunidade.

Nas últimas décadas, Santa Catarina observou o crescimento e a sedimentação de jornais, rádios e televisões nas cidades-polo de suas principais regiões. Temos diversos casos de empresas do setor com 50 ou 60 anos de existência. Ou então municípios, como Joaçaba, que congregam mais de 20 veículos de informação – sejam emissoras de TV e rádio,  jornais diários ou semanais e sites.

A mídia regional reúne condições para potencializar a comunicação nas comunidades, retratando os acontecimentos e o cotidiano específicos ou repercutindo localmente os grandes temas estaduais, nacionais e internacionais. Essa é, ao mesmo tempo, sua força e seu desafio.

 

 

Edição: Andréa Leonora 

Florianópolis, 12 de agosto de 2013.

Visualizar todos