Entrevista Especial: Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas

02.10.2012

“O brasileiro está aprendendo a consumir”

 

 

Entrevista: Presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas - Roque Pellizzaro Jr.
Por Andréa Leonora

Desde o dia 9 de novembro 2007, em Brasília, Roque Pellizzaro Jr. foi eleito presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), para a gestão 2007-2010, por unanimidade dos votos. Na eleição seguinte, por aclamação, foi reeleito para comandar novamente a maior entidade de representação do varejo brasileiro, que reúne 27 federações estaduais, 1.587 Câmaras de Dirigentes Lojistas e mais de 800 mil pontos de venda associados. A CNDL administra também o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), maior banco de dados da América Latina em informações creditícias sobre pessoas físicas e jurídicas. Graduado em Economia pela Universidade Federal do Paraná e em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Ele conversou com exclusividade com a reportagem da Central de Diários/ADI-BR. Falou sobre as ações do governo para baixar juros, a acomodação do mercado, o cadastro positivo e os preparativos que o Brasil precisará realizar para receber os milhares de turistas estrangeiros que virão ao país para os grandes eventos esportivos. E afirma: “Nossa avaliação é de que teremos crescimento em 2012, mas não superior a 4% sobre 2011.” 

Como está o varejo brasileiro?

Roque Pellizzaro Jr. - Até o final de 2011, tivemos crescimentos sucessivos no varejo brasileiro. Estávamos crescendo muito bem, alavancados, basicamente, por alguns pilares: ascensão social da população, crédito e empregabilidade. Essas três colunas deram sustentação a esse crescimento vertiginoso do Brasil. Esse processo foi maturando. Hoje, nós não temos mais a mesma mobilidade social, porque as pessoas já subiram de classe e o número de pessoas que ainda pode ascender é muito pequeno. Para uma nova etapa, o país precisa investir muito em educação.

Só através da educação nós vamos ampliar essa mobilidade social, novamente e ao ritmo anterior. Entretanto, é um processo de médio e longo prazo, não de curto prazo como aconteceu até agora. Com relação à empregabilidade é a mesma coisa. Nós estamos vivendo uma situação de pleno emprego em praticamente todo o Brasil. Isso deixou de ser um fator novo, que agregue novos consumidores ao mercado, gerando a expansão que havia. No que diz respeito ao crédito, só para se ter uma ideia, no ano de 2000 tínhamos algo em torno de 22% e 23% de crédito ofertado sobre o PIB (Produto Interno Bruto).

Era essa a relação crédito/PIB. Atualmente, passa de 50%. Houve uma forte expansão, o que ajudou muito no aumento de vendas para as famílias brasileiras. Mas aí também ocorreu uma maturação, porque as pessoas estão com um nível muito alto de comprometimento de suas rendas. Tanto que os próprios bancos, o setor financeiro como um todo, o Banco Central e o governo federal esperam um crescimento muito pequeno na oferta de crédito para 2012 e 2013 no comparativo com os anos anteriores.

O Brasil está entrando em uma nova fase?

Pellizzaro - Agora o Brasil entra numa nova fase, sim, e isso está se refletindo nas vendas do varejo. Continuamos crescendo, mas a índices bem menores. Estávamos crescendo a 9, 10, 11 por cento nos últimos cinco anos. Nossa avaliação para 2012 é de que teremos crescimento não superior a 4% em comparação com 2011. Os brasileiros não estão super endividados, mas, sim, com a renda super comprometida. O resultado foi que a inadimplência apresentou altas consecutivas por mais de um ano.

O que é que o brasileiro pensa agora? “Olha, tá na hora de parar de comprar um pouquinho e acertar as contas.” A inadimplência voltou a estabilizar e até a apresentar recuo, os índices de recuperação de crédito começaram a melhorar. Só as vendas é que não têm crescido como o desejado, mas isso é um processo de acomodação até salutar, para que o comércio brasileiro se torne sustentável nos próximos anos. Porque a única coisa pior do que não vender é vender e não receber.

As expectativas, é claro, estão concentradas nas vendas de Natal, uma data expressiva, a melhor data do ano. As vendas só crescem no curto prazo se você coloca algum tipo de dinheiro novo na economia. No início do ano, por exemplo, tem o aumento do salário mínimo. Nos primeiros meses esse dinheiro a mais na renda das famílias gera um aumento de consumo bastante grande. Nos meses de novembro e dezembro entra o dinheiro referente ao 13º salário. É um recurso injetado na economia que faz com que o movimento de vendas realmente ocorra.

Nossa parte é fazer a ambientação, criar o clima de Natal, despertar a vontade de consumir bens relacionados à data. Porém, se não tivesse esse recurso extra, certamente o Natal não seria como é em termos de vendas. Nós devemos ter um Natal bom, mas aquém do crescimento registrado no ano passado. O mesmo deve ocorrer agora em outubro, no Dia das Crianças.

O que há de positivo no cenário?

Pellizzaro - Um fator positivo que estamos vendo para 2013 são esses R$ 7,5 bilhões que o brasileiro vai deixar de gastar com energia elétrica. Essa sobra terá dois destinos: ou vai para o consumo, no caso da pessoa física, ou para investimento, no caso das empresas. É um dinheiro que vai ser muito benéfico para a economia. Vai melhorar a liquidez interna de forma significativa e vai manter a inflação sob controle. Um recuo dessa proporção permite que haja expansão nas vendas de itens que não impactam os índices de inflação, mantendo baixos os juros.

E quanto aos juros?

Pellizzaro – É outro fator positivo. Em 2013, vamos começar a colher os frutos do processo de redução de juros iniciado em 2012. As decisões tomadas na área econômica não têm um resultado imediato. As pessoas, hoje, ainda estão pagando prestações com os juros velhos. E elevados. A partir do momento em que forem saudados os compromissos assumidos antes da queda das taxas, as pessoas vão poder contratar novas dívidas, novos empréstimos, e realizar novas compras já nas faixas de juros mais baixas.

Esse dinheiro que não vai ser consumido pelos juros deve circular na economia em 2013. Energia mais barata e juros mais baixos são os dois principais fatores positivos no nosso cenário, e que atingirão todo o Brasil, gerando para 2013 uma expectativa bem bacana.

Como está a relação crédito/inadimplência?

Pellizzaro - O crédito, hoje, no Brasil, no nosso ponto de vista, está chegando também num nível de estabilização da oferta. Precisamos pensar, agora, em prazos mais longos, principalmente para bens de maior valor agregado, como carros e imóveis, porque são valores que impactam muito o orçamento mensal do brasileiro. Com prazos mais longos, cai o valor da parcela e diminui o comprometimento da renda mensal.

Esse processo de alongamento dos prazos já começou a acontecer e alguns bancos, como a Caixa Econômica Federal, já começaram a expandir o prazo imobiliário. A expansão do crédito no Brasil vai passar pelo alongamento dos prazos para pagamento de imóveis e automóveis. Com relação à inadimplência, a tendência dos próximos meses é de estabilidade e até queda. O brasileiro está cuidando para manter suas contas em dia. Isso mostra a maturidade dos consumidores na hora de comprar a prazo.

Pode-se dizer que o brasileiro está aprendendo a lidar em ambiente de segurança econômica? 

Pellizzaro - Sim. Isso também faz parte do processo de maturação do consumo no Brasil sobre o qual falei. O brasileiro está aprendendo a consumir, seja a prazo, seja a vista. Começa a exigir mais qualidade e a compreender que esse processo de consumo precisa ser pensado. Havia uma demanda reprimida que fluiu quando as pessoas começaram a conviver com mais estabilidade no emprego, com renda melhor e com elevação do patamar social. A ânsia do primeiro momento passou, a mola perdeu força. As pessoas já compraram o que mais precisavam.

E buscando mais qualidade?

Pellizzaro - Sem dúvida. Um dos indicadores mais palpáveis disso está na observação do número das chamadas lojas de 1,99. Quantas lojas desse tipo você conheceu há quatro anos? E quantas ainda estão abertas? O brasileiro não quer mais comprar porcaria. Está aprendendo a exigir mais qualidade, tanto no produto quanto nos serviços, e também na hora de consumir crédito.

Está questionando mais e começa a entender um pouco melhor como se aplicam os juros sobre a compra que está fazendo. Outra novidade no comportamento do consumidor brasileiro é que ele está aprendendo a economizar, a se preparar para uma compra futura e a gerenciar seu orçamento mensal e doméstico. Prova disso está no crescimento dos depósitos de pequeno valor em cadernetas de poupança. O consumo não se dá mais por impulso.

Como o senhor avalia as ações de incentivo ao consumo?

Pellizzaro - Esse governo (federal), de forma correta, setorizou as ações de incentivo ao consumo, nesse primeiro momento, em eletrodomésticos e automóveis. Só que a manutenção dessa desoneração, pontual e por muito tempo, leva a uma concorrência desleal entre setores. As pessoas buscam antecipar o consumo. A troca do carro não é por necessidade, mas por oportunidade de um preço mais baixo.

Os números do IBGE indicam que as vendas de automóveis cresceram 16% em junho e, em julho, já apresentaram um crescimento próximo de zero. As compras ocorreram em grande volume num primeiro momento, por causa da baixa do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) e depois não houve mais demanda para sustentar índices elevados nas vendas de veículos, mesmo mantida a redução do imposto.

Por isso, afirmo que os dois processos de desoneração mais importantes, por serem capilares e homogêneos para toda a economia, são a redução da taxa de juros e a queda nas tarifas de energia elétrica. Essas duas medidas vão auxiliar muito o Brasil no futuro, desde a maior empresa até a pessoa mais simples.

Existem reivindicações para que outros setores sejam contemplados com redução de IPI?

Pellizzaro - Na verdade, o Brasil tem que passar por um processo de desoneração bem profundo. O governo precisa analisar que a tributação segue um crescendo contínuo, desde a proclamação da República, em 1889! Se continuar desse jeito, a projeção é que em mais oito governos os tributos serão tão pesados, que vamos trabalhar só para manter o Estado. O que precisa ser discutido é a matriz tributária brasileira.

Hoje, a tributação é sobre renda e consumo, com maior peso sobre o consumo. Nos outros países, o tributo é cobrado sobre renda e patrimônio. É essa diferença que o Brasil precisa compreender e é essa mudança que deve ser implantada. Só que ainda é algo que o governo não discute. A CNDL está trabalhando para colocar esse tema em debate.

O varejo brasileiro não quer mais medidas pontuais e passageiras.

Pellizzaro – Não mesmo! Do coro se faz a correia. O aumento do consumo leva ao aumento dos recursos tributários. A simples elevação da carga, como está acontecendo no Brasil, nos torna reféns do Estado.

Como está o andamento para a implantação do Cadastro Positivo do Consumidor?

Pellizzaro - Já foi aprovado e a regulamentação deve sair logo após as eleições municipais. Os Serviços de Proteção ao Crédito (SPCs) estão trabalhando nisso em todo o país, colhendo as autorizações. Mas é bom lembrar que o efeito do cadastro positivo no crédito vai demorar um pouco, porque somente agora vamos começar o processo de captação das informações, uma vez que não podem ser usadas as informações antigas, que constam do cadastro negativo. São duas operações legalmente distintas. Não posso importar dados de um para o outro cadastro. O cadastro positivo exigirá cerca de dois anos para estar formado.

Qual a vantagem para o consumidor?

Pellizzaro - A grande vantagem é a personalização do risco. Se você sempre paga em dia e eu sempre pago atrasado, a taxa de juros que o mercado vai cobrar de ambos é a média entre o meu risco e o seu risco. Ou seja, você, adimplente, vai pagar pelo risco de um inadimplente. Com o cadastro positivo você vai pagar apenas pelo seu risco. Crédito e risco serão individualizados.

Vai prevalecer a máxima de que o que vale é o nome limpo. Hoje, o nome limpo tem valor pela média, não é possível mensurar. É o mesmo que se vê na contratação de um seguro para carro, por exemplo. O risco de uma pessoa de 45 anos, casada e com filhos é muito menor que o de um cara de 20, solteiro e que vive saindo na balada. A mesma lógica se aplica no cadastro positivo, só que com foco no crédito.

Foram feitas pesquisas recentes sobre o perfil do varejista e do consumidor no Brasil. O que esses estudos mostraram?

Pellizzaro – Esses estudos foram feitos para que nós conhecêssemos o comércio brasileiro. O levantamento mostrou que 80% do setor são de micro e pequenas empresas e que esses empresários não estão preparados para a gestão das empresas. Pior que não estarem preparados, é que a maioria se sente preparada! Levamos esse resultado ao Sebrae Nacional e estamos estudando uma forma de parceria para melhorar a qualificação e capacitação dos gestores das empresas comerciais desse porte.

O mundo está passando por um processo de concentração. Se não nos atentarmos, vamos transformar o Brasil no que é o México hoje, onde não há mais espaço para micro e pequenas empresas de varejo. É uma grande preocupação e essa pesquisa mostra claramente essa possibilidade. O micro e pequeno empresário do varejo brasileiro não usa nenhuma tecnologia no seu processo de gestão, não vê na internet um meio de comunicação com o seu cliente, e esse tipo de comportamento está facilitando a expansão do grande varejo que, ao contrário, usa intensivamente modernas ferramentas de tecnologia e de gestão.

Já a pesquisa sobre o consumidor - adimplente e inadimplente - apontou que 41% dos brasileiros já foram ou estão impossibilitados de fazer compras a prazo por estarem com o “nome sujo”. Essa situação envolve também pessoas das classes A e B, mas o estudo mostra que são os brasileiros das classes C e D os que mais sofrem com a inadimplência. Os motivos principais são a falta de planejamento financeiro e a dificuldade de avaliar quanto efetivamente pagam quando fazem compras parceladas.

Fale sobre a parceria da CNDL com o Banco do Brasil.

Pellizzaro – Trata-se de uma linha de financiamento do Banco do Brasil, chamada “Bom para Todos”. Pegamos linhas que já existiam e fizemos uma parceria com o banco para que ele customizasse isso dentro da realidade do varejo. Assim, foi feita uma antecipação de recebíveis no Dia dos Pais, haverá no Dia das Crianças e outra vez no Natal. Conseguimos taxas com o Banco do Brasil, da ordem de 1%, para a antecipação das vendas a prazo. O comerciante não precisou utilizar as linhas do cartão de crédito, pelas quais pagaria 4% ou 5% para antecipar. Isso preservou capital de giro e viabilizou a operação dos pequenos nos mesmos moldes que os grandes varejistas fazem.

Uma demanda antiga do setor é a regulamentação dos cartões de crédito no Brasil. Até a presidenta Dilma Rousseff disse que espera “taxas civilizadas” para os juros dos cartões. Como está esse assunto?

Pellizzaro - Os juros cobrados dos consumidores são absurdos. É taxa de agiotagem. A presidenta foi até muito leve ao falar em taxas civilizadas. Em contrapartida, o que nós observamos é que o consumidor brasileiro não sabe como trabalhar com cartão de crédito. Quando se compra um bem no cartão de crédito e a opção é por não parcelar, é preciso ter o dinheiro para pagar na data do vencimento da fatura do cartão. Caso contrário, essa conta vai cair no rotativo e os juros serão absurdos. Se a opção for pelo parcelamento, o cartão parcela a juros muito menores que o rotativo, em torno de 35% ao ano, enquanto os juros do rotativo superam os 230% ao ano.

As pessoas precisam compreender melhor essa diferença e definir, antes de sair às compras, quanto podem gastar e em que prazos podem gastar. Quem não faz essa conta, acaba caindo no rotativo, uma verdadeira areia movediça: quem entra ali não sai mais. Quanto à regulamentação, nós estamos trabalhando nisso. A indústria de cartões de crédito, as bandeiras, e os adquirentes, não estão sujeitos à regulamentação do Banco Central, uma vez que, por lei, não são consideradas entidades financeiras. Nós precisamos que haja essa determinação legal para que o Banco Central possa regulamentar o setor. Estamos trabalhando nisso fortemente.

A Frente Parlamentar do Comércio Varejista está fazendo um esforço bastante grande para resolver esse problema. Só em 2012, foram realizadas três audiências públicas para tratar do assunto e temos mais uma marcada para novembro. Na prática, essa regulamentação vai trazer benefícios para o varejo e para o consumidor. O Banco Central terá condições de compreender o que ocorre, pois as empresas serão obrigadas a passar números e informações. O Banco Central vai poder, então, normatizar o setor dentro de critérios e parâmetros utilizados em outros países, que têm o meio eletrônico de pagamento muito mais desenvolvido que no Brasil.

Com essas taxas baixando a níveis civilizados, como falou a presidenta Dilma, haverá um espaço para crescimento do consumo e também para a ampliação da concorrência. O que faz baixar preço é concorrência e no Brasil, no setor de cartões de crédito, não vemos isso. Não há uma concorrência nesse mercado como ocorre em outros países. A regulamentação vai viabilizar a vinda de outros players e a concorrência é que vai puxar os preços para baixo. Hoje, no Brasil, 95% desse mercado estão nas mãos de duas empresas – Cielo e Redecard. Enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, são mais de 30.

Do ponto de vista do varejo, o Brasil está preparado para receber o fluxo de turista que virá ao país por conta dos grandes eventos esportivos?

Pellizzaro - Estamos trabalhando nisso também. O turista que vem participar desses eventos já está olhando para o Brasil pelos olhos da internet. No ano que vem, vamos ter a Copa das Confederações, que será um teste para nós. Temos gargalos importantes, como o baixíssimo número de ATMs (Automatic Teller Machine), caixas eletrônicos que convertem moedas (câmbio). Enquanto aqui existe um ou outro, e geralmente em shoppings, lá fora você esbarra com essas máquinas na rua. Outro gargalo é a falta de infraestrutura de comunicação, de banda larga e de internet 3G.

E mesmo as cidades que não receberão jogos, serão afetadas. Existe um estudo que diz que, nos dias de intervalo entre os jogos, os visitantes circulam num raio de 300 quilômetros rodoviários. Muitos municípios e muitos estados que estão achando que, por não terem jogos, não precisarão se preparar para esses eventos, podem ser surpreendidos com um volume expressivo de turistas e sem a infraestrutura necessária para bem recebê-los e bem atendê-los.

Sem falar na área de serviços. Quantos frentistas você conhece que falam outra língua? Como o nosso nível de automação é baixo, a comunicação piora ainda mais nesses casos. Estamos realizando seminários no Brasil inteiro, num total de 14 encontros, para tratar desses temas e tentar melhorar a qualidade do nosso atendimento.

No cenário político, o que o senhor prevê para o período pós-eleições municipais?

Pellizzaro - Essas eleições são uma prévia das gerais de 2014. O resultado das urnas vai sinalizar a aprovação do eleitor em relação às medidas tomadas pelo governo federal e dos estados, indicando também a sua visão do futuro. O povo brasileiro começou a olhar para frente. Ou seja, não importa só o que foi feito. Pesa também a percepção da capacidade de realizar novos projetos, novas ações.

Acredito que vai haver uma acomodação partidária, os cidadãos começam a discutir a questão das coligações e todo esse processo vai impactar as eleições de 2014. Tanto isso é verdade, que os próprios personagens da política nacional já estão trabalhando muito em suas bases para conservar o seu share político. E todo o resultado político tem um impacto na economia, positivo ou negativo. Mas essa avaliação só poderá ser feita após os resultados de outubro.

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