[Pelo Estado] Entrevista Diretor Regional Senai-SC Jefferson de Oliveira Gomes- 04/07/2016

01.07.2016

“Não podemos sentar na cadeira da crise e ficar nos lamentando”

Diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SC) desde fevereiro de 2015, possui graduação e mestrado em Engenharia Mecânica (UFSC, 1994 e 1995), além de doutorado pela UFSC em cooperação com a RWTH-Aachen (Alemanha, 2001). Há 12 anos é professor da Divisão de Engenharia Mecânica-Aeronáutica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), onde também coordena o Centro de Competência em Manufatura. É orientador de pesquisas na pós-graduação e na graduação, sendo pesquisador bolsista Produtividade em Pesquisa pelo CNPq. Foi gerente executivo do Departamento Nacional do Senai para Tecnologia e Inovação (2011 a 2014). É consultor da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) para o grupo de trabalho sobre Manufatura Avançada. Em entrevista exclusiva à Coluna Pelo Estado ele falou sobre os diferenciais do Senai-SC e a indústria 4.0, assunto no qual é referência no país. E destacou o papel da Educação nesse novo cenário: “Educação é como alimento. Você pode ter comido tudo o que queria comer, mas, passadas três ou quatro horas, estará com fome”.

SENAI-SC PERFIL

- Mais de 160 mil matrículas em 2015;
- 347 mil horas de serviços de Inovação e Tecnologia (216 mil ensaios na rede de Metrologia);
- No ano passado, a entidade esteve presente em mais de 250 municípios e possui 62 unidades fixas e 23 unidades móveis;
- além dos laboratórios de prestação de serviços de Metrologia, conta mais de 900 laboratórios didáticos e mais de 560 salas de aula.

[PeloEstado] - O que diferencia o Senai-SC dos demais estados?
Jefferson Gomes -
O Senai tem, aqui em Santa Catarina, algumas características diferentes. Preserva a sua função principal, que é provimento de processos baseados em aprendizagem, mas, além disso, oferta duas modalidades que se aproximam do ensino técnico, porém distintas. Aqui é o único estado do país que tem o Ensino Médio acoplado. Temos escolas do Senai que durante a manhã recebe o aluno para aulas do Ensino Médio e, à tarde, para o curso técnico. E estamos para lançar o curso de nível médio técnico, ou seja, vem em apenas um período para o curso técnico fazendo o médio. No período livre, pode fazer um técnico mais especializado ou um preparatório para o Enem, por exemplo. Além disso, o Senai de Santa Catarina tem cursos técnicos de dois anos, quando em outros estados os períodos são menores. E guarda uma característica muito interessante: as aulas são baseadas em problemas, ou seja, o aluno tem acesso primeiro aos desafios. Ele é provocado e, concomitantemente, ele aprende a teoria. A nossa carga de aulas em laboratório é bem densa. Em consequência, de cada dez alunos formados no Senai-SC, nove estão empregados. Um número fortíssimo, principalmente quando se sabe que a média do país não chega perto de 70%.
 
[PE] - O que explica isso?
Gomes -
Nós temos um processo muito mais próximo da indústria e nos especializamos em prover aquilo que nós sabemos bem. O que é diferente daquilo que a sociedade precisa. Educação é como alimento. Você pode ter comido tudo o que queria comer, mas, passadas três ou quatro horas, estará com fome. Assim é Educação. Sempre será insuficiente e é fundamental que seja assim. Outra característica do nosso Senai é que tem trabalhado fortemente, ainda mais no último ano e meio, muito em função da crise, o desenvolvimento dos cursos superiores. Não queremos dar alto escala a esses cursos, uma vez que temos boas universidades em no estado. Mas como temos nível Médio e nível Técnico bem característicos nossos, junto com pais e mestres temos planejado o que queremos para o curso superior. Na mesma lógica: baseado em problemas. Estamos remodelando nosso nível superior, indo para a área de Engenharia, de modo que seja uma consequência dos níveis anteriores. Também temos desenvolvido, nos últimos seis meses, o Senai Mulher na Tecnologia, algo aqui de Santa Catarina.
 
[PE] - Qual a motivação e do que se trata?
Gomes - Nós observamos que o percentual de mulheres é muito baixo em qualquer curso da área de tecnologia. O mundo todo tem colocado o gênero como uma questão importante. O Fórum Econômico Mundial tem tratado muito do tema, os Estados Unidos tem uma linha só para mulheres nas Ciências da Computação. Para acompanhar essa tendência, nós lançamos aqui o Mulher na Tecnologia. Para você ter uma ideia, todos os cursos que lançamos voltados pelas mulheres e modelados por elas estão completos e com fila de espera. Tem demanda! Ainda mais provocados pela crise, nós trabalhamos muito pelo significado.
 

[PE] - O que quer dizer isso?

Gomes - Por exemplo: Santa Catarina é um dos poucos estados que ainda tem, na área rural, base em minifúndio. Por que tirar o povo que está no campo para ir para a escola e trabalhar na indústria na grande cidade? Não. Para esse público nós queremos desenvolver o empreendedorismo por meio do Senai Tecnologia no Campo. Queremos que o aluno venha, estude no Senai, aprenda técnicas de sensores, de softwares, de aplicativos, de big data (grande volume de dados que impactam o dia a dia dos negócios), de internet das coisas (conexão entre equipamentos de usos diversos e diários), e volte para o campo, aplique o que aprendeu e melhore seus resultados. Se olharmos para a pequena empresa, isso representa o desenvolvimento de uma nova cadeia de suprimentos, algo que não temos muito por aqui. Temos que trabalhar para, com e entre empresas.

[PE] - Essa já é outra área?

Gomes - Sim. Uma coisa é o sonho do CPF (pessoa física), que é a Educação. Mas aí tem que entrar o para, com e entre empresas. O Senai está acostumado a trabalhar PARA empresas, tem uma base tecnológica forte, com dez institutos de Tecnologia e Inovação que proporcionam acesso, com muita facilidade, às tecnologias disponíveis. As empresas de base tecnológica do país têm que investir muito em bens de capital para desenvolver seus protótipos. No caso de Santa Catarina, o Senai disponibiliza essa estrutura. Entretanto, ao invés de somente nós atendermos as empresas, de somente o Senai fazer projetos para as corporações, nós chamamos as startups catarinenses para que participem do processo. Assim nós promovemos o ENTRE empresas e desenvolvemos uma cadeia de relacionamento, independentemente do local onde cada empresa está instalada. Queremos que CPF trabalhe COM CNPJ (pessoa jurídica) e que CNPJ trabalhe com CNPJ. Isso é típico de Santa Catarina. Nenhum outro estado faz assim.

[PE] - Que investimentos têm sido feitos, especialmente no interior de Santa Catarina?

Gomes - Quase não teve investimento em Florianópolis. Nos últimos três anos, saímos de 35 para 63 unidades, para o estado de Santa Catarina todo. Isso foi construído em uma época em que o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) era o carro-chefe. Mas estamos em uma crise absurda e o atendimento ao Pronatec diminuiu umas dez vezes. Mas não tratamos esse espaço como ocioso. Gosto de colocar de outra forma. O Pronatec não é um processo, mas um programa, ou seja, um cliente que não trabalha mais conosco como antes. A nossa percepção é que esse cliente fez com que crescêssemos muito e a estrutura que ficou é, agora, encarada como uma oportunidade: como fazer com que aquela comunidade que se concentrou dentro do Pronatec, em cursos gratuitos, continue estudando? É aí que surgem os novos programas, como o Mulher na Tecnologia, o Tecnologia no Campo, Experiência do Vinho e a Experiência da Cerveja, que envolvem desde o cultivo até o turismo. Temos que estar preparados para essa alternância de clientes e não ter, por exemplo, o cliente governo como nossa única fonte. Somos pagos pela indústria e temos que estar preparados para formar a sociedade, que é o papel do Senai. Não podemos sentar na cadeira da crise e ficar nos lamentando.

[PE] - O senhor é uma referência no país na chamada Indústria 4.0. O que é isso?

Gomes - Parece complexo, mas não é. Trata-se da convergência ou da integração de várias tecnologias, digitais, de máquinas, de sensores, internet das coisas, que eram muito caras e agora estão mais acessíveis. É trazer essas tecnologias para melhorar os brownfields, ou seja, as plantas, os pátios industriais pré-existentes, e também em novos pátios, novas situações. E se temos várias possibilidades de combinação, significa dizer que a tecnologia chegou numa etapa em que a tecnologia é um meio para a sociedade, e não um fim. Passa a ser um fator preponderante para a qualidade da sociedade. Tecnologia digital conversando e integrando com tecnologias de mecânica, de eletrônica e de elétrica. Isso é a 4.0. E olha só que cenário bacana que se abre: posso desenvolver produtos baseado no que o consumidor manda, uma prancha de surf adequada aos meus pés, ou no custeio, uma linha de gás que saberá a hora de produzir mais ou menos de acordo com a demanda. Isso muda a nossa ideia de indústria. Não é mais primário para a área rural, secundário para a indústria e terciário para comércio e serviços. Nesse sistema incorporado, desde a agricultura até o consumidor, temos um mundo integrado que permite a customização em massa.

[PE] - O que esperar dessa nova revolução?

Gomes - Mudou o conceito tradicional e isso abre uma frente para várias coisas. Se há uma combinação imensa, temos a possibilidade também imensa de desenvolver novos produtos, novos serviços, novas empresas. Até pouco tempo era inimaginável chamar um táxi por um aplicativo de celular que seleciona o táxi mais próximo, diz onde está, mostra o trajeto... e hoje isso já é comum. Outro impacto é que as nossas leis e regulações terão que ser alteradas para acompanhar toda essa evolução. Também mudará a relação de trabalho e, por consequência, mudará a Lei Trabalhista.

[PE] - Os próprios empregos vão mudar. O Senai-SC está preparado para isso?

Gomes - Aí vêm os recursos humanos e estamos entrando num mundo que para qualquer educador pode ser extremamente motivante e aterrorizante. Esse cenário é instigante demais! Hoje, 30% da população mundial estão em profissões que não existiam há cinco anos. E ninguém percebeu! Na mesma lógica, o Fórum Mundial diz que 65% das profissões existente em 2024 ainda não existem. Daqui a simplórios oito anos! Diante dessa realidade, estamos direcionando tudo para essa lógica. Não podemos largar mão das especialidades tecnológicas que temos agora. Mas também preciso ter gente que se associe mais às coisas. Não dá mais para ter uma pessoa formada só em um assunto. Assim, eu posso desenvolver um curso de mecatrônica, mas o programa tem que incluir programação, internet das coisas. Diferentes conhecimentos associados e que serão importantes para diferentes setores. Temos que estar atentos para esses movimentos.

[PE] - Como manter essa atenção diante de um cenário tão amplo?

Gomes - Mantemos em nossas cidades os conselhos industriais, porque não adianta o Senai querer trabalhar com base no que ele acha que é importante. Em Santa Catarina temos uma estrutura com 16 sub-regiões e cada região tem seu vice-presidente, sempre extremamente ligado aos sindicatos locais. São eles que ditam a força econômica da região pelo lado da indústria. Naturalmente, isso nos leva a estar prontos para perceber as mudanças e rapidamente atender as demandas. Ainda nessa área de formação, temos o que chamamos de soft skills. O que é isso? É não ter comportamento estanque no mundo do trabalho. É associar as áreas com o fim. E o fim sempre é sociedade. O fim nunca é o teu meio. Nunca será uma máquina, ou um remédio. O teu fim será o efeito na sociedade. Se começamos a perceber que as pessoas são formadas em campos diferentes, temos que não só aceitar, mas adorar as diferenças. O que se ensina para uma pessoa em formação: que ela deve entender muito da sua profissão, do que a sociedade demanda e do que o mercado compete. Na prática, o que falamos e fazemos é o seguinte: o meu concorrente, eu menosprezo; a minha demanda, eu percebo; e a minha competência? Ah! Na minha competência ninguém tasca a mão. Esse é o pensamento, quando o certo nesse novo mundo é: os meus competidores, eu amo; a minha demanda, eu vivo; as minhas competências, eu adapto, à vida e aos amores. Uma prova clássica da necessidade de soft skills é que dos 800 mil trabalhadores que temos em Santa Catarina, a metade terá 45 anos de idade média até 2022. São jovens de 45 anos. O que estamos acostumados a tratar como formação o que o inglês chama de up skill, que é a primeira formação da pessoa. Mas o próprio Darcy Ribeiro (antropólogo e escritor) nos ensina que a grande graça dessa vida é observar como o camaleão funciona. Ele troca de pele várias vezes ao longo da vida. É fundamental para o nosso crescimento trocar de pele. Com 45 anos, um profissional já tem muito pouco de sua formação técnica, porque ele foi se adequando às curvas do rio, acumulando conhecimento próprio. Esses trabalhadores não sabem muito bem sobre digitalização, sensores, internet das coisas... estou falando da metade da mão de obra ativa de Santa Catarina. São pessoas que têm que passar pelo que chamamos de reskilling, uma reformação, ou uma requalificação. O desafio é imenso para a Educação quando falamos de indústria 4.0. Estamos falando em formar o jovem em sua segunda pele, pós-infância, e pegar esse jovem que está indo para a terceira ou quarta pele para o requalificar, no sentido de dar nova formação. Mas não se podem oferecer cursos para jovens de 45 anos iguais aos oferecidos a jovens de 18. É preciso manter o prazer de estudar e de aprender independentemente das condições.

[PE] - Nós, brasileiros, temos um atraso em relação à indústria 4.0? E como está Santa Catarina nesse contexto?

Gomes - Sim. Nós alemães, nós americanos, nós indianos... todos nós temos nossos atrasos. É mais fácil identificar os objetos. Em um período da sua história, a Alemanha percebeu que sua indústria, por ter marcas muito fortes, tem uma grande oportunidade para se envolver com segurança cibernética. Sofre certo apavoro num primeiro momento, o governo e as empresas se unem e, achando que apenas iriam se defender, acabaram desenvolvendo uma ferramenta de ataque. E desenvolveram o próprio conceito de indústria 4.0. De tal forma, que são as empresas germânicas que dominam esse cenário. Eles criaram uma coisa chamada branding (agrupamento de soluções que uma marca necessita para permanecer no mercado), que resume a indústria 4.0. O americano é conhecido no mundo todo por ser da área de software. Vários produtos estadunidenses com marca forte nessa área, como o Google. Como tudo de hardware está começando a ficar barato, eles percebem uma oportunidade para desenvolver uma coisa chamada internet industrial das coisas, que nada mais é do que aplicar a internet dentro das empresas e vender sua marca. E o Brasil está nomeio dessa coisa toda, porque existem protocolos, tecnológicos, de internet, entre outros, aos quais é preciso aderir. Se o Brasil souber passar de uma maneira positiva por isso, se entender que o nosso negócio é desenvolver novas cadeias de suprimento, vai começar a ganhar força no desenvolvimento tecnológico. Dou como exemplo o agrobusiness. Ninguém manda mais do que o Brasil nesse setor. Mas como levar a internet das coisas lá no meio do campo? Existem várias tecnologias que demandam banda larga. Então, nós podemos, como infraestrutura de Estado, desenvolver isso. E as empresas? Podem entrar na mesma onda! Perfuração profunda de petróleo é outro exemplo. Não estou falando de combustível, mas de tudo o que está em cima dessa mesa, que está na sua roupa, que está nas construções... tudo tem a ver com petróleo! Nesse nosso mundo, petróleo é importante e o Brasil é um dos poucos países que desenvolveu competência para buscar petróleo em profundidade. Estamos diante de tecnologia do petróleo e de novas cadeias de suprimento. Só que para ter novas cadeias de suprimento é preciso ter novos processos de formação e de novas leis. Para você ter uma ideia, cinco anos atrás ninguém diria que a China ia perder a posição de maior fabricante mundial para os Estados Unidos, mas as projeções estão indicando que até o final dessa década, ou seja, em quatro anos, isso vai acontecer. O Made in China vai voltar a ser Made in USA. Posso dizer que Santa Catarina está atrás, mas tem todas as ferramentas para ficar na frente, porque temos bons institutos de formação tecnológica e voltada para a inovação, uma sociedade cooperativa e associativa e vários polos industriais, o que contribuiu para um melhor desempenho. Como é que Santa Catarina tem se comportado a respeito disso? Posso dizer que em algumas regiões do estado existem bons polos tecnológicos e por isso tem um nível um pouco melhor. Mas ainda não percebemos na totalidade o potencial de empreendedorismo que temos pela frente. E o Senai tem papel fundamental para desenvolver essa questão. Não temos mais como medir em anos o atraso ou o avanço desta ou daquela nação em termos de tecnologia. Porque a tecnologia pode não ter sido desenvolvida ali, mas é usada ali. Hoje em dia tudo é muito rápido!

[PE] - O senhor participa de um grupo que trata desse assunto em nível nacional. O que está sendo planejado?

Gomes - Eu represento a Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) nesse trabalho que é coordenado pelos ministérios da Indústria e Comércio e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Dentro dos pilares que já coloquei, que são convergências tecnológicas, desenvolvimento de cadeias de suprimento, regulação, infraestrutura, legislação e recursos humanos, nós temos escutado cerca de 700 profissionais do país. Começamos em maio e terminaremos em agosto. O objetivo é entregar ao governo e à CNI um documento com proposições de políticas industriais a partir da visão de 700 especialistas do país em indústria avançada. Um documento sólido, de grandes corporações, de startups, de parques tecnológicos, de instituições de Ciência e Tecnologia, de esferas do governo. Em paralelo, algumas ações já começaram a acontecer. A própria CNI estabeleceu uma linha de financiamento para montar ambientes em que possam ter testadas soluções para a indústria 4.0. Existem proposições de feriados regulativos, ambientes em que você testaria os problemas de regulação, de rigidez de trabalho, de segurança no trabalho. No Brasil, por exemplo, não podem ser usados robôs colaborativos, que só tem como função apoiar o ser humano. Essa questão sempre suscita pensar no emprego. E eu provoco: imagina uma profissão que você não deseja para uma pessoa querida sua. Imaginou? Essa profissão, pela dignidade humana, tem que ser automatizada. É uma questão de dignidade. A máquina tem que entrar em operações que são vitais para o desenvolvimento da sociedade e também em operações que não são dignas para um ser humano executar. Estranho você não desejar uma determinada profissão para uma pessoa querida sua, mas não se importar que outra pessoa a tenha. É o paradoxo da segurança em um automóvel. Nós criamos todas as seguranças em um automóvel: airbag, cinto de segurança, cockpit extremamente bem projetado. Mas, esse mesmo ser humano que cria leis para dar todas essas condições de segurança para um automóvel, é o que permite que outro ser humano ande de motocicleta. Não tem sentido nenhum!

 

Por Andréa Leonora
redacao@peloestado.com.br

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