Pelo Estado Entrevista Valdir Cobalchini, Secretário de Infraestrutura do Estado

14.01.2013

 

“Santa Catarina vai virar canteiro de obras”

 

 

“Minha vontade é disputar uma vaga para a Câmara Federal em 2014”

Entrevista com o Secretário de Infraestrutura do Estado, Valdir Cobalchini

 

Valdir Vital Cobalchini é advogado e dedicou grande parte de sua carreira à administração pública. Foi secretário de Desenvolvimento Regional de Caçador e secretário da Coordenação e Articulação do governo de Luiz Henrique da Silveira. Natural de São Lourenço do Oeste, foi eleito deputado estadual em 2006 e reeleito em 2010. Comanda desde o início de 2011 a Secretaria de Infraestrutura. Fazendo com que o programa Pacto por Santa Catarina saia do papel, nas próximas semanas, junto ao governador Raimundo Colombo, Cobalchini percorrerá as diversas regiões do estado entregando obras, ordens de serviço e lançando editais de licitação. Um dos “intocáveis” de Colombo, ele projeta muitas obras para os próximos dois anos no estado em decorrência do Pacto. Nesta entrevista exclusiva à reportagem da ADI-SC/Central de Diários/CNR-SC, Cobalchini também revela que pretende candidatar-se a deputado federal em 2014 e que o PMDB não pretende lançar candidato ao governo, desde que Colombo respeite os espaços do partido dentro da estrutura do Executivo.

 

[PeloEstado] Quanto, de fato, está sendo investido na infraestrutura de SC?

ValdirCobalchini - Há alguns meses falamos em valores para o setor de infraestrutura porque estávamos, junto com o governador Raimundo Colombo, o Deinfra e outros órgãos do Estado, como a secretaria da  Fazenda, buscando os recursos nas mais diversas fontes de financiamentos. Hoje, temos recursos assegurados no BID(Banco Interamericano de Desenvolvimento), no BNDES (Banco NacionaldeDesenvolvimento Econômico e Social), na Corporação Andina de Fomento (CAF) e estamos finalizando as negociações com o Banco do Brasil, além dos recursos próprios do orçamento do Estado. Isso implica em investimentos que passam de R$2 bilhões e que serão aplicados no biênio 2013-2014. Algumas obras só serão concluídas no próximo governo.

 

[PE] Que segmentos receberão os recursos?

Cobalchin- Os recursos da infraestrutura, em sua grande parte, estão sendo aplicados em novas rodovias e na restauração e revitalização da malha rodoviária do estado. Só nesse pacote de obras que vamos anunciar em janeiro e fevereiro, com lançamento de editais e entrega de ordens de serviço, serão mais de mil quilômetros de rodovias em obras. Temos, também, investimentos em transporte aéreo, como no aeroporto de Chapecó, que recebeu nova pista; e os aeroportos de Jaguaruna e Correia Pinto, que são novos e entram em funcionamento neste primeiro semestre. Sem falar nos investimentos em portos.

 

[PE]  Esses investimentos fazem parte do Pacto por Santa Catarina? Quando veremos as obras saírem do papel?

Cobalchini - Sim, todos esses investimentos fazem parte do Pacto por Santa Catarina. O governador Colombo tem nos dado todo o apoio para que a infraestrutura seja prioridade dentro do Pacto por SC e as obras já estão saindo do papel.No programa do BID, por exemplo, que são dez obras já licitadas, pelo menos oito delas estarão em andamento ainda em janeiro.

 

[PE] Qual o principal objetivo do roteiro que o senho reiniciou na última semana por São Joaquim?

Cobalchini  –  Nesse roteiro vamos acompanhar o governador no lançamento de obras, entregar ordens de serviço das já licitadas e anunciar editais de novas ações em todo o estado.

 

[PE] O que se pode esperar desse roteiro?

Cobalchini - A população de Santa Catarina pode esperar um grande canteiro de obras porto do oestado. Em Florianópolis, teremos o novo acesso ao aeroporto Hercílio Luz; no Planalto,com as restaurações das rodovias de Campo BeloàBR-116, Painela São Joaquim e Urubici à BR-282. Lançaremos a obra de pavimentação da Serra do Corvo Branco, que liga o Sul ao Planalto, uma das mais  emblemáticas do Estado. Há ainda obras no Meio-Oeste, com a restauração das rodovias que ligam Fraiburgo a Videira, Videira a Luzerna e Tangará a Campos Novos.

 

[PE]-Oque está previsto para as demais regiões?

Cobalchini - Teremos obras na região de São Lourenço do Oeste. Apavimentação da rodovia ligando Romelândia a Anchieta, lá no Oeste também está no roteiro. Na região de Chapecó, a ligação com o Rio Grande do Sul, por meio do Goio-Ên será toda restaurada. Na região de Concórdia, prevemos a pavimentação de Jaborá a Ouro Fino e a recuperação de Jaborá à BR-153, entre outras. Outra obra importante é a duplicação da rodovia Antonio Heil, que liga Brusque a Itajaí, além de ações na área urbana de Joinville, com investimentos mais de R$ 100 milhões.

 

[PE] Como  funciona parceria com o BID?

Cobalchin- A parceria de Santa Catarina com o BID está completando 32 anos. Nesse período, rodovias em todas as regiões catarinenses receberam investimentos. O governo do Estado devolve esses recursos e o BID reinveste em novos programas, tanto que este já é o sexto financiamento que o Estado está tomando.E também tem o detalhe da contrapartida, sendo que para cada dólar investido pelo BID através de empréstimo, o Estado investe o equivalente a 30% como contrapartida. O prazo de pagamento é de 25 anos, com carênciade 66 meses.

 

[PE] – Agora na política. O senhor é deputado estadual reeleito. Qual o projeto político para 2014? Pretende retornar à Assembleia Legislativa?

Cobalchini - Nesse momento,o meu foco é a Secretaria de Infraestrutura, mas, como sou  político,  também tenho que ter projetos nesse sentido. Vamos discutir no momento apropriado e com a bancada do PMDB o meu futuro político. Hoje, minha  vontade  é disputar uma vaga para a Câmara Federal em 2014.

 

[PE- O senhor participou ativamente do processo que definiu o PP na presidência da Assembleia  Legislativa em 2013 e o PMDB em 2014. Existe possibilidade de o seu partido lançar candidato próprio ao governo em 2014?

Cobalchini –  Eu trabalhei pela governabilidade. O PMDB faz parte do governo do Estado e, como secretário de Infraestrutura do Estado, também faço parte do governo. Trabalhos sempre para que ele possa ser melhor e para que o governador Raimundo Colombo possa administrar com mais tranquilidade. Entendi, assim como toda a bancada do PMDB, que a divisão do mandato na Assembleia Legislativa era melhor para o governo. Por isso, ajudei no que pude para buscarmos o consenso. Quanto a 2014, são  situações distintas. Eu sou governo e trabalho para o governo ir bem. Por esse motivo, não vejo problema em o PMDB estar junto com Raimundo Colombo, princi- palmente se o governo estiver atendendo os desejos da sociedade. se os espaços do PMDB estiverem sendo respeitados. Mas a discussão de 2014 será feita na hora apropriada e será o PMDB, em conjunto, que vai tomar qualquer posição.

 

 

Nícola Martins | Foto de Patrícia Bertollo/SIE 

                                                                                                                                                                                                                   

Florianópolis – 14 de Janeiro de 2013

 

 

 

 

 

 


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