Colombo encontra diretores de diários do interior de Santa Catarina

12.08.2013

As novas tendências da comunicação foram debatidas durante o 8º Workshop de Integração dos Diários do Interior, realizado no sábado (10), em Florianópolis. Na véspera do evento, o governador Raimundo Colombo recebeu diretores e proprietários de diários do interior de Santa Catarina na Casa D’Agronômica, acompanhado do vice-governador Eduardo Moreira, e dos secretários de Estado da Comunicação, Nelson Santiago, do Planejamento, Murilo Flores, da Infraestrutura, Valdir Cobalchini, e da Educação, Eduardo Deschamps, e o diretor de Imprensa, Cláudio Thomas.

Também participaram do encontro o presidente do Instituto Verificador de Circulação (IVC), Pedro Silva, e os presidentes das ADIs do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais. O presidente da ADI-SC e da ADI-BR, Ámer Félix Ribeiro, destacou que Santa Catarina e o IVC vão marcar um novo tempo para o Brasil. “Os governos têm dificuldades, na parte legal, de comprovar as tiragens dos jornais. E por iniciativa do secretário de Comunicação, apoiado por nossa entidade e todos os diários associados e parceiros, vamos inaugurar uma nova fase no país. Estamos fazendo a nossa parte.”

O governador Colombo disse ter orgulho do sistema de comunicação catarinense, que descreveu como independente e capaz de reforçar os valores do estado, sem ser bairrista. “Por isso a mídia regional é tão forte e constrói tanta identidade com as cidades e as regiões. E tem que ser assim, porque Santa Catarina é formada por um conjunto de especificidades regionais.”

Colombo fez um discurso enfático, no qual repetiu sua indignação com as dificuldades que o Executivo encontra para cumprir suas metas. “O Estado brasileiro está de costas para as pessoas. Não é possível que sejam necessários seis meses para a aquisição de um medicamento por causa de um processo de licitação. O doente não vai esperar seis meses e qualquer um sabe disso. Mas é esse tipo de situação que a legislação impõe sobre nós”, disse reclamando do excesso de burocracia. “Para realizar uma obra, estamos sujeitos à fiscalização de sete, oito órgãos. Cada um pede um papel a mais, uma correção a mais. O processo não termina nunca! E a população fica esperando. Se não houver harmonia, compreensão e colaboração, o Estado não vai aguentar o desgaste e as pessoas não terão mais paciência”, desabafou.

O governador conclamou todos os presentes a unir esforços para identificar os fatores que emperram o Estado e buscar soluções. E evidenciou sua preocupação com o futuro do país: “Ninguém sabe o que pode acontecer daqui a seis meses se nada for feito para das respostas à população. Não é uma demanda partidária ou eleitoral, mas política. Nós sabemos que o modelo político está errado. A origem de toda corrupção está na forma como se disputa a eleição”.

 

 

Andréa Leonora

Florianópolis, 12 de agosto de 2013.

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