Em Chapecó, transportadores rejeitam proposta e greve continua

05.07.2012

 

 
Dez por cento de aumento de salário, vale alimentação nas férias e plano de saúde integral. Estas são as principais reivindicações dos trabalhadores do transporte de valores de Santa Catarina. 
 
A greve teve início na segunda-feira (2), e após mais uma reunião com o sindicato patronal, realizada na tarde desta quarta-feira (4), em Florianópolis, o Sindicato dos Empregados em Transportes de Valores de Santa Catarina (Sintravasc) afirmou que a contraproposta não foi satisfatória, “o sindicato patronal ofereceu apenas 4% de aumento o que não foi bem aceito pela categoria”, revela O diretor do Sintravesc em Chapecó, Ademir Dall Bello.
 
O diretor destacou na manhã de ontem que a reunião da tarde decidiria pela continuação ou não da greve. “Por enquanto está tudo parado, mas é possível acertar a negociação ou continuar a greve”, diz. Mais tarde, após a rejeição da proposta, Ademir explicou que o próximo passo é reunir a categoria para saber se a greve continua, “são os trabalhadores que vão decidir se voltam ao trabalho ou não”, disse. A assembleia foi marcada para a manhã de hoje e deve reunir centenas de trabalhadores.
 
Municípios
 
De acordo com o Sintravasc, a paralisação ocorre em Florianópolis, Criciúma, Blumenau, Tubarão, Itajaí, Joinville, Joaçaba, Lages e Chapecó. São 1,5 mil trabalhadores parados, sendo cerca de 80 profissionais só em Chapecó. Com a greve pode faltar dinheiro nos bancos e caixas eletrônicos que são abastecidos pelos carros-fortes. Em Chapecó, grande parte dos caixas externos também está desabastecida.

Greve
 
Na agência do Banco do Brasil do bairro São Cristóvão em Chapecó, a tesoureira Maria Celuppi afirma que o problema são as cédulas. “Por isso estamos incentivando o uso do cartão para transferências e orientando para que as pessoas usem o cartão para pagar suas contas de água, luz e afins”, diz. Ela salienta que além de conseguir efetuar essas transações, o cliente ainda tem mais segurança.
 
Maria destaca que além de incentivar essa prática, a agência está encaminhando os clientes para as agências do centro para sacarem quantidades maiores. “O que é depositado estamos distribuindo, mas acima de dois mil, por exemplo, já é um valor restrito, que não estamos conseguindo pagar e nesses casos tentamos orientar o cliente do melhor procedimento a ser tomado. Por enquanto ainda estamos conseguindo contornar, mas a fase mais crítica começa agora quando as empresas precisam pagar seus funcionários”, ressalta.
 
Em outra agência do mesmo banco, a gerência informou que saques acima de R$ 2 mil devem ser solicitados com antecedência, “assim mesmo o solicitante provavelmente poderá sacar uma quantidade menor do que a solicitada”, disse o banco. Na Caixa Econômica, o assessor de comunicação garantiu que, por enquanto, os serviços estão normais e não há restrições, “somente em Maravilha verificamos uma situação mais crítica”, afirmou a instituição. Ambos os bancos ressaltaram que se a greve continuar, uma ação global entre as instituições deverá ser programada, “a princípio, estamos nos adaptando diariamente”, conclui a agência Centro, do Banco do Brasil.
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